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Consumo gaúcho caiu 21,5% nos últimos dois anos

 

 

O consumo gaúcho caiu 21,5% em dois anos. O índice foi divulgado nesta terça-feira pelo presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS (FCDL-RS), Vitor Augusto Koch, durante apresentação do balanço do ano e das perspectivas para 2017. “A história de 2016 pode ser contada de duas maneiras: o ano da recessão e o ano do início da recuperação do Brasil”, ressalta. O aspecto recessivo se faz presente na segunda queda anual consecutiva nas vendas do varejo, que registrou recuo de 9,61% - inferior aos 13,19% de 2015.

 

 

“Entendemos que 2016 foi um ano recessivo aos observarmos que os principais recuos no varejo gaúcho estão diretamente associados aos elevados juros, que predominaram o ano”, observa. Kick revela que as vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação tiveram queda de 24,35%, na comparação com 2015. Já a comercialização de veículos fechará o ano com recuo de 21,63.%. “Os segmentos que conseguem vender seus produtos à vista, dependendo menos do crédito, registraram quedas mais moderadas ou eventual crescimento, como os estabelecimentos farmacêuticos, que tiveram incremento de 0,42%”, compara.

 

Em 2016 houve, igualmente, recuo de 0,29% no número de estabelecimentos varejistas no Estado. Eram 102.415 em 2015 e agora são 102.118. O fechamento de lojas no RS esteve concentrado no ano passado, quando o número de estabelecimentos reduziu em 1,6%. O varejo tende a fechar o ano com queda de 2,5 mil postos de trabalho. “Um resultado bem ameno do que em 2015, quando 14,2 mil vagas foram extintas”, lamenta.

 

 

Para definir 2016 como o ano do início da recuperação, Koch lembra que, a partir do segundo semestre, a negatividade das vendas do varejo gaúcho apresentou leve recuo, não estando descartada a possibilidade de que, ainda neste mês, a comercialização restrita - exceto veículos e material de construção - já aponte resultados positivos. “A partir de maio, a confiança do consumidor brasileiro iniciou uma rota de recuperação. Este quadro é convergente, com a perspectiva de recuperação das vendas varejistas”, revela.

 

 

Naavaliação de Koch, 2016 não foi bom para o Rio Grande do Sul, com Produto Interno Bruto (PIB) caindo 3,3% em relação a 2015. Além da queda de 9,61% para o comércio, a indústria recuou 4%, a agricultura 2,7% e o setor de serviços 2,3%. Já para o Brasil, as projeções apontam recuo de 3,40% do PIB total e retração de 8,49% nas vendas do comércio varejista. Mesmo com o recuo dos últimos meses, a inflação ainda deve ficar acima de patamares desejáveis: 6,77%.

 

 

“O ano foi muito complicado nos aspectos político e econômico. Defendemos menos impostos, mais investimentos em saúde, educação e segurança, promoção da livre iniciativa e gestão de qualidade com responsabilidade orçamentária dos governantes, como ações concretas para resgatar o nosso país e o nosso Estado”, enfatiza. Para 2017, Koch projeta um cenário mais favorável.

 

 

“A desvalorização do Real, caso sustentada, vai aumentar a competitividade da exportação brasileira e a renda interna da conversão da moeda estrangeira em reais”, argumenta. Segundo ele, a inflação tende a ser controlada e pode ocorrer as taxas de juros, com a Selic fechando 2017 entre 10% e 11%. “Também se projeta crescimento entre 1% e 2,5% do PIB nacional e incremento de 1,5% e 3% nas vendas do varejo”, destaca.

 

 

As projeções para o RS apontam a boa perspectiva de crescimento da safra agrícola e o incremento das exportações, especialmente de proteína animal. “A desvalorização do Real deverá aumentar a competitividade das exportações de calçados e móveis gaúchos”, assinala, acrescentando que o PIB gaúcho deve variar, para cima, entre 1,5% e 2,8% e as vendas do varejo podem crescer entre 1,5% e 3,5%. As dificuldades projetadas para o Estado estão fixadas na questão das finanças públicas, que praticamente inviabilizam investimentos governamentais.

 

Fonte: correiodopovo


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